O que fazer no Uruguai no inverno? Essa foi a minha grande dúvida quando resolvemos, de repente, que esta seria nossa viagem das férias.
Entre idas para a Nossa Quinta e encontro com amigos na praia, resolvemos encaixar uma viagem rápida para o Uruguai. Já que essa família, ainda tem uma alma viajante e estava sentindo muita saudade de conhecer um destino novo.

Diferente das viagens que costumamos planejar com muita antecedência, essa foi feita de repente em um mês resolvemos tudo.
A nossa prioridade era conhecer alguma vinícolas Uruguaias. Então, a viagem aconteceu em torno disso. A principal vinícola que queriamos conhecer era a Bodega Garzon. Nosso roteiro foi feito para se encaixar com o dia da visita.

Quantos dias ficar no Uruguai no inverno?
Ficamos 5 dias no total. O primeiro dia reservado para chegada e deslocamento e o último reservado para partida. O roteiro ficou assim:
Dia 1 – chegada em Montevideu e deslocamento de carro até José Ignáicio.
Dia 2 – Visita e almoço na Bodega Garzon
Dia 3 – Check out José Ignacio,
- visita a Monumento La Mano e Museu Casa Pueblo em Punta Del Este
- Almoço no Mercado do Porto em Montevidéu
- Check in no Hotel em Montevideu.
Dia 4 – Visita a vinícolas Deicas e almoço na vinícola Pizzorno
Dia 5 – Check out Montevideu – retorno a São Paulo
Gostamos muito do resultado, claro que ficou faltando outras regiões do Uruguai . Carmelo e Colonia del Sacramento, ficarão para uma próxima visita.
Alugar carro ou contratar serviço de transfer no Uruguai?
Tivemos muitas dúvidas sobre os deslocamentos no Uruguai. Afinal, nosso roteiro incluía alguns trechos de deslocamento mais longos.
Decidimos então por alugar um carro e contratar o transfer somente para ir as vinícolas. Então os trechos mais longos, nós faríamos com o carro alugado. Foi uma solução que nos deu bastante liberdade. Mesmo assim, ficamos tranquilos para provar os vinhos sem ter a preocupação de dirigir depois.

Jose Ignacio no inverno
Optamos por nos hospedar em Jose Ignacio, pois fica um próximo a Bodega Garzon e tem boas opções de hospedagem. Nos hospedamos no Casa Grande Hotel e Beach Club. O Hotel oferece opções de apartamentos completos. O nosso era de 2 quartos, além de sala, cozinha e varanda. Extremamente confortável e bem completo. Isso nos ajudou bastante com a questão de estar fora de temporada e nem todos os restaurantes estarem abertos.

O vento é gelado e as temperaturas bem frias. Pegamos uma média de 8 a 12 graus, nos dias de julho que estivemos por lá. Na praia principal tinha algum movimento no final de semana. E o restaurante mais badalado o Parador La Huella estava lotado.
Vale a pena reservar mesa com antecedência. Nós tentamos ir sem reserva e desistimos de ficar esperando.

Fora essa questão de não ter tantas coisas funcionando na baixa temporada. O ambiente era bem agradável. Pegamos dias de céu azul, apesar do frio e isso já faz toda a diferença.
Onde comer em José Ignácio no Inverno
Nós ficamos duas noites em José Ignácio e como já dito anteriormente, muitos lugareses estavam fechados. Então vou recomendar os lugares que encontramos abertos e gostamos.
Como já dito anteriormente o Parador La Huella, parece uma boa opção desde que se tenha reservado mesa antes.

La despensa:
Este é o restaurante do Casa Grande Hotel e Beach Club que é aberto ao público. Funciona durante a semana entre 08h e 14h30 e nos finais de semana, fica aberto até as 20h30.
Além do café da manhã delcioso, nós também almoçamos por lá. Escolhemos um prato de peixe do dia e estava delicioso. Lorenzo comeu o hambúrguer e também gostou muito.

Panaderia José Ignacio
Como pegamos uma tarifa sem café da manhã incluído, aproveitamos para provar o café da manhã por lá também. Os pães são deliciosos, destaque para os croiassants perfeitos e o café de muita qualidade.
Além disso também servem alguns pratos no almoço.
Devoto Fresh Market
Além de ser um mercadinho super completo, eles vendem Pizzas assadas na hora. Compramos uma pizza deliciosa para levar e comer no hotel, valeu super a pena!

Visita a Bodega Garzon
Ouvimos falar muito da Bodega Garzon e já tinha provados os vinhos e gostado. Então a expectativa era superalta para este passeio.
A reserva com antecedência é superimportante.1 mês antes quase não encontro disponibilidade para os meus dias de viagem. No próprio site da vinícola você reserva o passeio que quer fazer, são várias opções e também pode fazer reservas para o almoço.

Para este passeio, contratamos um serviço de transfer com a ajuda do hotel. Pedi e eles reservaram para mim. Valeu a pena, pela tranquilidade de não precisar dirigir e provar os vinhos com tranquilidade, né? Afinal de contas, a gente tinha um almoço e depois a degustação.
Como é o Almoço na Bodega Garzon
O restaurante da Bodega Garzon, tem assinatura do Francis Mallman e tem um menu de 5 passos e um de 4 passos.
Vale lembrar, que o menu não é harmonizado. Você pode poder pedir ajuda ao sommelier para escolher um vinho que combine e pagar no final da conta normalmente.

Nós escolhemos o Menú Fuegos que é o de 5 passos. Foi muito especial por que foi a primeira vez que o Lorenzo experimentou um menu completo de adulto.Nas carnes tinha opção de Ojo de Bife ( contra-filé) e Cordeiro. Eu escolhi Ojo de bife e os meninos escolheram Cordeiro.
O Chris acabou recebendo um Cordeiro que estava duro e pediu para trocar por Ojo de bife, o do Lorenzo estava bom.
O atendimento foi perfeito e os pratos estavam bem saborosos.
Como é o Tour Reserva na Bodega Garzon
Para o dia que tínhamos, só consegui reservar o Tour Reserva. As outras opções não estavam disponíveis.

O Tour Reserva é aquele classicão, passamos por todos os processos da vinícolas. E é interessante, porque mesmo já tendo visitado várias vinícolas, cada uma tem sua peculiaridade.
Ao longo do caminho, degustamos os vinhos da linha Reserva. Foi um passeio bem agradável o guia era muito simpático e falava português.
Punta Del Este – La Mano e Casa Pubelo

No terceiro dia, saímos de Jose Ignácio em direção a Montevidéu e aproveitamos para conhecer estes pontos turísticos do Uruguai que são superfamosos.
Punta Del Este fica a aproximadamente 1 hora de José Ignácio e é um trajeto beiramar bem agradável. Aliás, todo o percurso até Montevideu, foi bem agradável.

La Mano
A escultura “La Mano”, é um dos pontos turísticos mais icônicos do balneário uruguaio. Criada em 1982 pelo artista chileno Mario Irarrázabal, a obra representa cinco dedos emergindo da areia da Praia Brava, como se uma mão estivesse soterrada ali. Feita em fibra de vidro e concreto, ela simboliza a presença do ser humano na natureza e serve também como um alerta para os perigos do mar agitado naquela região. Além de tudo isso, é um ótimo cenário para fotos memoráveis!
Costuma ser um local bem concorrido pelos turistas para tirar fotos. Mas nós encontramos o lugar bem tranquilo. Chegamos lá por volta das 9h da manhã de uma segunda feira. Tinha lugar para estacionar fácil. Só uma família estava na nossa frente para tirar fotos.
Mas assim que saímos vimos os ôinibus de turistas chegando. Então vale a pena chegar cedo mesmo no inverno.

Casa Pueblo
A Casa Pueblo é uma das construções mais marcantes do Uruguai. É parada obrigatória para quem visita Punta Ballena, pertinho de Punta del Este. Criada pelo artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, a casa-escultura toda branca parece ter saído de um sonho. Suas formas são orgânicas, sem ângulos retos. Elas são inspiradas na arquitetura mediterrânea e no movimento das ondas. Originalmente, foi construída como casa de verão e ateliê do artista. Hoje, abriga um museu, uma galeria de arte e até um hotel. O local oferece vistas deslumbrantes do pôr do sol sobre o oceano. Um lugar que mistura arte, paisagem e poesia em cada detalhe.

Chegamos lá por volta das 10h da manhã, foi tranquilo também. Eu já tinha comprado ingresso na internet antes, então foi só entrar.

É muito interessante conhecer mais sobre a vida do artista e sua obra. E a vista é realmente impactante.
A posição da casa tem uma vista privilegida do Por do Sol. Todos os dias têm a cerimônia do sol, quando toca uma gravação com a voz de Vilaró recitando uma poesia.

Montevideu – Mercado do Porto
Saímos de Punta del Este e fomos direto para Montevideu. A ideia era almoçar em Punta, mas os restaurante que eu tinha anotado estava fechado. Então, resolvemos seguir e almoçar mais tarde no mercado do Porto em Montevideu.
Acabou sendo muito bom, porque eu já queria visitar o Mercado do Porto. E, provavelmente, não daria tempo se fosse de outra forma.

Escolhemos almoçar no El Palenque e foi um acerto. Pedimos o clássico assado de tiras, batatas fritas e linguinça de entrada e uma salada. A sobremesa foi um panqueca de doce de leite.
Um ambiente descontraído, adoramos o atendimento.

Canelones – Vinícolas Deicas e Pizzorno
Canelones é região do Uruguai com a maior quantidade de vinícolas. Então são muitas opções para visitar. Depois de muito pesquisar acabamos escolhendo visitar a vinícola Pizzorno e Vinícola Deicas.
Contratei o passeio para as duas vinícolas com trasfer privativo, falando direto coma vinícola Pizzorno. Combinamos tudo pelo Whatsapp. Foi ótimo!

Visita a vinícola Deicas
A primeira parada foi na vinícola Deicas, era uma terça feira de inverno. Então só tinha a gente nesta visita. A vinícola é linda!
A vinícola funciona no estabelecimento Joanicó, onde no século XVIII missionários jesuítas produziam vinhos liturgicos. Já no século XX percebeu-se que a fazenda tinha um terroir similar a bordaux e passou a produzir conhaque. Inclusive, com autorização da França para utilizar a denominação “Cognac”, a qual normalmente só é permitida para bebidas francesas produziada na região de mesmo nome.

Já na Década de 70 a família Deicas, adquiriu a propriedade e passou a utiliza-la para produção de vinhos finos. E segue a até hoje produzindo excelentes vinhos até hoje.
Nós amamos a visita, a fabrica estava funcionando com os vinhos sendo engarrafados. Depois fomos parra degustação com vinhos. Provamos o rosé e o albarinho da linha Atlantico Sur. Provamos também o Prelúdio, vinho Ícono que é um corte, feito somente anos de em safras muito boas. Para finalizar provamos um vinho de sobremesa Botrytis Noble, delicioso.

Almoço e visita a vinícola Pizzorno
Seguimos para o almoço na vinícola Pizzorno. Provamos um almoço harmonizado com os vinhos da vinícolas.

O atendimento foi muito bom, a comida também estava ótima! Os Vinhos eu gostei muito do espumante e do Rosé.
Depois do almoço fizemos uma visita rápida pela produção da vinícola. A Pizzorno produz vinhos na região de o início do século XX. Nessa época produzia vinho de mesa. E foi só na década de 90 que passaram a investir e produzir vinhos finos. Já é a quarta geração que mantém a vinícola.
